O Mandaloriano e Grogu é um dos lançamentos mais controversos de 2026 pelo simples fato de existir. Mesmo sendo um filme ligado diretamente a uma das séries mais populares de Star Wars nos últimos anos, a produção parece menos interessada em criar um “evento gigante” da franquia e mais focada em entregar uma grande aventura espacial clássica.
E isso fica claro logo na abertura.
O filme já começa em ritmo acelerado, colocando guerreiro prateado Din Djarin (Pedro Pascal) e Grogu em uma missão envolvendo remanescentes do Império em um planeta gelado.
Pegando Fogo
Agora trabalhando em apoio à Nova República, o caçador de recompensas surge perseguindo um líder que está ameaçando governadores locais. É uma sequência rápida e explosiva, (re)apresentando o temperamento dos heróis no poster.
Neste ponto, meu lado fã gosta muito muito de rever os veículos e os soldados snowtroopers, que estão entre os meus “brinquedos” favoritos da saga. Contudo, se você não sabe do que estou falando, também não importa.

Dirigido por Jon Favreau, o filme funciona quase como um “faroeste espacial episódico”, lembrando produções de aventura clássicas. Existe uma energia que mistura espionagem, exploração e perseguições, quase como se estivéssemos vendo um “007 dentro do universo Star Wars” ou até um tipo de Indiana Jones galáctico.
O que esta abertura estabelece é que, se você domina a cronologia, vai curtir os pequenos detalhes. Porém, se é alguém apenas querendo ver o “filme do Baby Yoda”, vai ter aqui uma grande aventura onde um caçador de recompensas parte em uma missão contra caras maus entre vilões sendo incendiados e criaturas fofas.
Esta abertura se encerra apresentando Zeb, personagem querido da animação Star Wars Rebels, que aparece aqui atuando como piloto e aliado da dupla principal. A participação reforça como o filme quer brincar com diferentes cantos desse universo sem depender totalmente da cronologia principal da saga.
Após a missão inicial, Din retorna para uma base localizada em um planeta praiano, onde conversa com a coronel Ward, personagem interpretada por Sigourney Weaver. É nesse momento que a trama principal começa a ganhar forma.
Rotta de Fuga
Além de receber uma réplica da nave Razor Crest, o protagonista descobre sua nova missão: encontrar o misterioso Comandante Coin, um novo vilão cuja identidade segue escondida. Para chegar até ele, será necessário negociar com ninguém menos que o perigoso clã dos Hutts.
A partir daí, o filme assume uma estrutura quase de jornada pulp espacial. Din e Grogu precisam encontrar Rotta The Hutt, filho de Jabba, desaparecido há anos. Só que ao chegarem ao planeta onde ele estaria preso, descobrem algo inesperado: o jovem Hutt virou uma espécie de gladiador local e aparentemente não possui qualquer interesse em retornar para sua família criminosa.

Essa mudança de rumo parece ser justamente o tipo de aventura que o longa quer abraçar: missões que vão ficando maiores, mais estranhas e cada vez mais conectadas a diferentes culturas e cantos da galáxia.
A Aventura Continua…
Visualmente, o filme também chama atenção por reforçar esse lado mais “sujo” e aventureiro de Star Wars, trabalhando criaturas, mercados, arenas e planetas que parecem saídos diretamente da era clássica da franquia.
Inclusive, ainda nesses primeiros minutos temos a participação inesperada de Martin Scorsese, que surge dublando um vendedor de comida em uma espécie de carrocinha espacial nesse segundo planeta visitado.
Outro detalhe deste primeiro ato do filme é como Grogu aparece muito mais ligado aos momentos cômicos, enquanto o peso da ação fica quase todo concentrado em Din Djarin. Só que existe a sensação de que isso deve mudar ao longo da jornada.
Afinal, seria difícil sustentar a aventura inteira deixando o personagem apenas nesse papel mais “fofo” ou passivo. A impressão é que o roteiro prepara uma virada onde Grogu precisará assumir uma função mais ativa provavelmente em algum momento em que o Mandaloriano será impedido de agir. E aí sim o pequeno personagem deve ganhar espaço para brilhar também como peça central da história.
The Mandalorian & Grogu passa uma sensação muito específica: a de um filme que quer resgatar o espírito de aventura episódica e descompromissada de Star Wars, sem necessariamente depender de grandes reviravoltas cósmicas ou conexões gigantescas com a saga Skywalker.
É uma produção que parece confortável em simplesmente acompanhar personagens carismáticos atravessando a galáxia em missões perigosas e visualmente nostálgicas.
Com um total de 2 h 12 minutos, O Mandaloriano e Grogu estreia no Brasil em 21 de maio, nas versões dublado e legendado. Assista ao trailer completo:


