E se falar sobre vida e morte fosse assunto de criança? É exatamente por esse caminho que A Natureza das Coisas Invisíveis segue, construindo um dos filmes brasileiros mais sensíveis e instigantes de 2025.
Abrindo a Mente
Aqui, a gente vê o mundo pelos olhos de Glória (Laura Brandão), uma menina de 10 anos que passa as férias dentro de um hospital, onde a mãe trabalha como enfermeira. Entre corredores, prontuários e despedidas silenciosas, ela observa quem chega, quem melhora… e quem não volta mais.
É nesse cenário que surge Sofia (Serena), uma garota que acredita que a piora da bisavó tem ligação direta com a internação no hospital. A amizade entre as duas nasce desse medo e dessa tentativa infantil de entender o que está acontecendo.
Quando a partida se torna inevitável, as meninas e suas mães deixam o ambiente frio do hospital e seguem para um refúgio no interior de Goiás, onde vivem os últimos dias de um verão tão bonito quanto dolorido.
Um Olhar Carinhoso
O filme usa o olhar de Glória e Sofia para discutir temas muito adultos: o peso de maternar, o medo da perda, a culpa, e essa mistura tão brasileira de misticismo, religiosidade e cura. Nada é tratado de forma didática; tudo surge em conversas, gestos, brincadeiras e silêncios que dizem mais do que qualquer discurso.
Com uma fotografia delicada e naturalista, um texto recheado de expressões populares e um elenco que inclui Larissa Mauro, Camila Márdila e Aline Marta Maia, A Natureza das Coisas Invisíveis se torna aquele tipo de filme que parece pequeno, mas fica ecoando na cabeça depois por trazer a proximidade da conversa de alguém próximo.
No fim, o que ele faz é isso: pegar a experiência universal da perda e devolvê-la para o público com um sotaque bem brasileiro, cheio de afeto, crença e contradição.
O filme faz parte da iniciativa pela Sessão Vitrine Petrobras. Assista ao trailer completo:


