Parece só mais uma herança bilionária: um império financeiro, uma filha devota, um tutor confiável. Mas e se, por trás de cada nome respeitável, houvesse uma rede de espionagem, traições familiares e um plano arquitetado desde a infância?
Essa é a premissa de O Esquema Fenício (The Phoenician Scheme), o novo longa de Wes Anderson, que mistura drama familiar, comédia e o estilo visual excêntrico e meticuloso que tornou o diretor um dos mais reconhecíveis do cinema atual.
Com um elenco de peso — Benicio del Toro, Mia Threapleton, Michael Cera, Tom Hanks, Scarlett Johansson e Benedict Cumberbatch — o filme se passa em uma Europa fictícia nos anos 1970, onde riqueza e religião colidem com interesses ocultos e segredos de Estado.
Vale a pena assistir?
Com roteiro assinado por Wes Anderson em parceria com Roman Coppola, O Esquema Fenício mistura a pegada cômica de trabalhos anteriores do diretor com um suspense elegante e diálogos afiados.
A história gira em torno de Irmã Liesl (Mia Threapleton), uma freira filha do magnata Zsa-Zsa Korda (Benicio del Toro). Os dois se unem para uma viagem de negócios buscando dar um grande salto na herança da família.
Com 1h48 de duração e classificação indicativa de 14 anos, o filme aposta em planos simétricos, cenários teatrais e uma paleta de cores marcante, características já esperadas dos filmes de Anderson.
Agora se vale assistir, confira abaixo nossa resenha para O Esquema Fenício:
Tem cena pós-créditos?
Não, O Esquema Fenício não possui cena pós-créditos. Mas vale permanecer até o fim para apreciar os créditos finais estilizados, que reforçam o tom visual do filme e funcionam como uma última pincelada no quadro cuidadosamente composto por Anderson.

