O filme Dark Horse, cinebiografia sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro, entrou no centro de uma nova polêmica após reportagem apontar que o projeto teria sido financiado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master.

Segundo informações divulgadas pelo Intercept Brasil, pelo menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões, teriam sido pagos em operações ligadas ao longa entre fevereiro e maio de 2025.

De acordo com a publicação, as negociações envolvendo o financiamento teriam sido articuladas diretamente por Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente. O senador confirmou ter buscado investidores privados para o projeto, mas negou qualquer irregularidade. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que o longa não utilizou dinheiro público ou recursos ligados à Lei Rouanet.

Estrelado por Jim Caviezel, conhecido por A Paixão de Cristo e Som da Liberdade, o filme pretende retratar momentos marcantes da trajetória de Bolsonaro, incluindo o atentado sofrido durante a campanha presidencial de 2018. Informações divulgadas pelo Metrópoles ainda apontam que versões do roteiro incluem cenas de ação na Amazônia envolvendo cartéis de droga, indígenas e xamãs.

O elenco também conta com Lynn Collins, Esai Morales e Felipe Folgosi, enquanto a direção fica por conta de Cyrus Nowrasteh. Já o roteiro teria participação de Mário Frias, ex-Secretário Especial da Cultura no governo Bolsonaro.

Mesmo sem trailer ou data de estreia confirmada, Dark Horse já se tornou um dos projetos mais comentados e controversos do cinema político recente.

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