Durante anos, fãs de Quentin Tarantino ouviram falar de Kill Bill: The Whole Bloody Affair quase como uma lenda: a versão que une Kill Bill: Vol. 1 e Kill Bill: Vol. 2 em uma única experiência contínua. Mas afinal, vale assistir?

Se a expectativa estiver na novidade absoluta, talvez não seja exatamente por aí. Em essência, é a mesma história de vingança da Noiva (interpretada por Uma Thurman) reorganizada em um fluxo único. Para quem já conhece cada capítulo dessa saga, não há grandes mudanças narrativas capazes de transformar radicalmente a trama.

Mas cinema não é só história e é justamente aí que essa versão ganha força.

Aquela Sensação

É curioso pensar que muita gente encara produções como Avatar como “espetáculo de cinema”. Kill Bill, em sua forma integral, também é só que com outra energia: mais crua, mais pop e muito mais violenta.

Mesmo para quem já viu os dois filmes, existe um fator interessante. Com o passar dos anos, você assistiu a mais cinema, absorveu novas referências, percebeu outros estilos. Voltar a Kill Bill nesse formato acaba oferecendo um aproveitamento expandido, permitindo notar detalhes de montagem, trilha e linguagem que talvez passassem despercebidos antes.

Assistir The Whole Bloody Affair em uma sessão contínua transforma Kill Bill em algo próximo de um épico de ação +18, onde estilos, ritmos e referências se acumulam sem interrupção. A experiência fica mais próxima de uma maratona sensorial: artes marciais, western, anime, exploitation e melodrama coexistem como partes de um mesmo organismo cinematográfico.


Renovando Kill Bill

E para as novas audiências, o filme também reserva algumas novidades.

Um dos momentos que já se destacavam na obra original é o anime que conta a origem de O-Ren Ishii, personagem vivida por Lucy Liu. Nesta versão, o bloco ganha uma pequena expansão, prolongando a sequência de vingança que marca a infância da personagem e enfatizando ainda mais a brutalidade de sua trajetória.

Além disso, ao final da sessão, surge algo curioso: um pequeno curta apresentado como cena pós-créditos. Nele, o universo de Fortnite se mistura ao mundo de Kill Bill: The Whole Bloody Affair para contar uma nova história de vingança desta vez envolvendo Yuki, a irmã mais nova de Gogo Yubari. O resultado funciona quase como um epílogo inesperado, conectando a mitologia do filme com a cultura pop contemporânea.

Kill Bill: The Whole Bloody Affair chega no Brasil com distribuíção da Paris Filmes, nas versões dublado e legendado.

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