O que acontece quando uma família é provocada por um mal ancestral que não pode ser destruído? Maldição da Múmia (Lee Cronin’s The Mummy) troca a aventura clássica por uma abordagem mais íntima, sufocante e visceral, mergulhando de vez no horror.
A história acompanha Charlie Cannon, vivido por Jack Reynor, um jornalista marcado pelo desaparecimento da filha. Oito anos depois, quando ela retorna, o reencontro rapidamente vira um pesadelo.
Ao lado da esposa, interpretada por Laia Costa, ele percebe que há algo profundamente errado. Em paralelo, a detetive Dalia Zaki, papel de May Calamawy, começa a ligar o caso a um ritual antigo envolvendo uma entidade ancestral.
Vale assistir?
Dirigido por Lee Cronin, o filme aposta forte no horror físico. E aqui não é só sugestão. São cenas que exploram feridas, dentes, unhas e pele de forma incômoda, pensadas justamente para causar reação. É aquele tipo de terror que faz desviar o olhar e que, para muitos, é exatamente o atrativo.
Ao mesmo tempo, existe uma construção de tensão baseada no desconhecido, com o filme brincando com o oculto e o mistério antes de escalar para algo mais caótico. Não por acaso, dá para sentir uma afinidade com A Morte do Demônio, principalmente na forma como tudo vai ficando mais extremo e até um pouco “maluco” conforme a história avança.
Duração a Classificação
Com 134 minutos e classificação 18 anos, o longa deixa claro seu público: quem busca uma experiência mais pesada. Não é o tipo de filme que se apoia só em sustos, mas sim em desconforto constante e imagens fortes.
Maldição da Múmia funciona melhor quando abraça esse lado mais grotesco e sem filtros. Pode não agradar quem espera algo mais clássico ou mitológico, mas para quem curte um terror mais físico e agressivo, é uma entrega consistente.


