O filme Michael (2026), dirigido por Antoine Fuqua, não apenas celebra a trajetória de Michael Jackson, mas também mergulha em sua jornada emocional. Interpretado por Jaafar Jackson, o longa mostra como o garoto de Gary, Indiana, se tornou o Rei do Pop, enfrentando pressões familiares e buscando sua emancipação artística.
Aqui temos um filme biográfico, mas que não tenta contar toda a história do retratado. Existe opção de contar uma história específica. A narrativa faz sim alguns saltos temporais e destaca o amor de Michael pelos irmãos e pela mãe, em contraste com os conflitos com o pai, Joseph Jackson (Colman Domingo).
A Grande Batalha Jackson
Entrando nos spoilers, o ápice dramático acontece durante a Victory Tour, quando Joseph pressiona Michael a continuar com os irmãos mesmo após o sucesso do album Thriller.
No palco, o cantor entrega uma performance intensa em Human Nature que que funciona como clímax emocional: cantada de início ao fim, a música funciona como um desabafo, um momento de vulnerabilidade e libertação diante do público. Essa escolha dá ao espectador a sensação de que Michael está abrindo sua alma, transformando o show em uma batalha simbólica contra as amarras familiares.
Quando a música acaba, o pai tenta convencê-lo a continuar com os irmãos, agora ampliando a tour para escala mundial. No bis, Michael canta Working Day and Night, e é nesse momento que declara ao público que aquele seria o último show da turnê com The Jacksons, marcando sua decisão de seguir uma nova direção.
O filme então realiza uma fusão visual para 1989, já na era Bad, mostrando o artista com cabelos longos, roupas pretas e passos vigorosos, em uma performance sensual e madura. Essa transição simboliza sua emancipação e o início de uma nova fase.
Michael tem cena pós-créditos?
Apesar da expectativa, Michael não apresenta uma cena pós-créditos tradicional. Em vez disso, encerra com uma cartela que reforça: “Este é um dos maiores artistas do nosso mundo e sua história continua a partir daqui.”
O recorte dramático sugere que uma continuação pode explorar os anos 90 em diante, mostrando Michael fora da “gaiola” familiar e consolidado como ícone global.
E com a transição exatamente na música Bad, pode ser um anúncio de que em Michael 2 teremos mais dos momentos polêmicos e controversos do artista.
Michael está em cartaz nos cinemas, com versões dublada e legendada, e distribuição da Universal Pictures.


