É essa a base de YÕG ÃTAK: MEU PAI, KAIOWÁ, documentário indígena que estreia nos cinemas com distribuição da Embaúba Filmes. O longa narra a jornada real de Sueli Maxakali, que parte em busca do pai guarani kaiowá Luiz Kaiowá, após décadas separados por políticas de remoção forçada durante a ditadura militar.

Um filme sobre memória, afeto e resistência

A história começa nos anos 1960, quando Luiz foi levado a Minas Gerais por agentes da Funai. Lá viveu entre os Maxakali e teve duas filhas, antes de ser levado de volta ao Mato Grosso do Sul. Sem nunca mais retornar, o reencontro só foi possível em 2022, com a ajuda da internet e da mobilização coletiva da aldeia. A câmera acompanha essa travessia entre territórios, cantos e saberes.

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O filme tem direção de Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna, e destaca também a participação de outros realizadores indígenas, como Alexandre Maxakali, Michele Kaiowá e Daniela Kaiowá.

A produção valoriza os tempos e as linguagens dos povos retratados, com falas em maxakali, guarani kaiowá e português, e uma escuta que respeita os rituais e a memória coletiva. Assista ao trailer completo:

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Para Assistir

Premiado no Festival de Brasília e com destaque em mostras como a Ecofalante, YÕG ÃTAK é uma obra potente do cinema indígena contemporâneo.

O filme estreia nos cinemas em cópias legendadas e acessíveis, com sessões confirmadas em Balneário Camboriú, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, João Pessoa, Maceió, Poços de Caldas, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória.

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