Mais do que relembrar lances históricos, O Samurai de Quintino tenta responder uma pergunta simples: quem é Zico fora do campo? E faz isso com uma abordagem direta, emocional e, principalmente, acessível.
O documentário acompanha a trajetória de Arthur Antunes Coimbra, costurando sua história desde o subúrbio do Rio de Janeiro até se tornar um dos maiores nomes do futebol mundial. Mas aqui, o diferencial está na forma: o filme aposta em um ritmo rápido e ágil, que funciona quase como um grande resumo emocional da carreira do jogador.
Boa parte dessa força vem dos depoimentos do próprio Zico, combinados com um rico material de arquivo incluindo imagens restauradas e registros pessoais inéditos. Isso não só aproxima o público do ídolo, como também cria uma experiência visual envolvente para quem está assistindo.
Confira melhor nessa entrevista com o diretor João Wainer:
A História Completa
O título não está ali por acaso. “Samurai” faz referência direta à passagem do jogador pelo Japão, onde ele não apenas atuou, mas ajudou a transformar o futebol local, tornando-se um nome fundamental para o desenvolvimento da J-League. Até hoje, Zico mantém essa relação com o país, vivendo uma espécie de ponte entre o Rio de Janeiro e o Japão um detalhe que o filme usa bem para construir sua identidade.
Claro, há um carinho especial com a fase no Flamengo. Os anos 70 e 80 ganham destaque, trazendo jogos marcantes e reforçando o papel do jogador em um dos períodos mais emblemáticos do clube. Para torcedores, isso tem um peso enorme mas o documentário não se limita a isso.
Com participações de nomes como Ronaldo Nazário e Maestro Júnior, além de familiares, o filme também mergulha em aspectos mais íntimos, explorando o chamado “Spirit of Zico” essa combinação de disciplina, talento e persistência que atravessa toda a sua história.
Filmado entre o Brasil e o Japão, com passagens por locais simbólicos como Quintino e registros que vão de Super 8 a bastidores inéditos, o documentário constrói um retrato que equilibra memória, identidade e legado.
O Samurai de Quintino funciona muito bem no que se propõe: não é um estudo aprofundado, mas sim um filme envolvente e eficiente, que celebra um ídolo enquanto convida o público a entendê-lo um pouco melhor.


